sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Pesca serena

O pescador faz um trabalho nobre. Lança sua rede e, na esperança de conseguir algum peixe, descansa. O pescador descansa porque sabe que não há nada a fazer por enquanto. O anzol e a linha estão ali, estáticos como o tempo. A inércia do descanso natural conduz o pescador. Esse homem, tão indiferente e pacífico, me faz querer dormir sorrindo. Entre os ventos suves e o som da natureza não aparece nenhum peixe. Uma pena! O homem descansa, descansa... e no ritmo lento da vida compreensiva ele acorda para realizar outra pesca. Ai, pescador, quanta inveja sinto de ti! Queria eu me preocupar apenas com meu trabalho, nada mais que eu não pudesse controlar no momento da minha pesca.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Procura-se um terreno

Um terreno vasto e vazio, onde eu possa abrigar todos os meus pensamentos e amores, onde eu possa cultivar esperança. Quero um terreno imprevisível, sem muros nem cercas. Procura-se um espaço aberto e virgem, algo que sempre foi nada e está pronto para receber um começo. Quero construir meu caminho, meu lar a partir de um nada. Um nada que virou um tudo, um nada que não recebeu engenheiros, arquitetos, mas que me identifica por ter sido construído por mim. Quero um terreno amplo, que dê para abrigar vários ambientes da minha vida. Aos donos que põem à venda já aviso: meu terreno será separado em vários espaços que estarão constantemente alugados. Mas não pretendo expandir, não comprarei outros terrenos, apenas alugarei o meu. Sim, querido dono do meu futuro terreno, estou fechada a novas ideias. Para mim basta! Quero fornecer pensamentos e palavras, não receber. Estou farta de gastar em terrenos inválidos. Quero um terreno que nunca foi nada e que seja meu. Quero um terreno bem terreninho e bem purinho, intocado por qualquer influência humana. Quero um terreninho para chamar de meu.

terça-feira, 3 de julho de 2012

A bênção da loucura

"Mas eu não quero encontrar com gente louca", observou Alice.
"Você não pode evitar isso", replicou o gato
"Todos nós aqui somos loucos. Eu sou louco. Você é louca."
"Como sabe que eu sou louca?", indagou Alice.
"Deve ser", disse o gato, "ou não teria vindo aqui". Lewis Caroll "Alice no país das maravilhas"
 Loucos, loucos, loucos... não sei se muitos ou poucos estão por aí, mas o fato é que as grandes obras no mundo foram realizadas por eles. Na verdade, as mudanças drásticas que nos tiraram do tradicional e do legendário costume medieval foram obras de tais anormais. Só consideramos sensato aquele cuja loucura coincide com a da maioria, então não seria errado julgar a mente "diferente" pertencente à minoria? Ora, larguemos a filosofia! Não se confunda, leitor, apenas abra a mente para uma nova idéia. Luis Fernando Veríssimo disse "Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos." Os lúcidos, portanto, seriam aqueles que perdem a saúde para ganhar dinheiro, porém depois perdem dinheiro para ganhar saúde? Invasões, guerras de pacificação, tudo é considerado normal. O fato talvez seja que o diário passa a ser comum e pouco questionado, tornando-nos críticos vorazes que julgam os diferentes e talvez coerentes.

sábado, 1 de outubro de 2011

Mentes lucrativas

"O mundo é de quem não sente. A condição essencial para se ser um homem prático é a ausência de sensibilidade." Fernando Pessoa. Grosseria ou não, Fernando Pessoa sempre esteve certo em suas declarações insensíveis. O progresso só é alcançado com a racionalidade, com a objetividade de um fim sem considerar o meio, o caminho. Esse desenvolvimento é crescente até o momento em que não houver mais fonte para o mesmo. Estamos entrando nessa bolha de racionalidade, anteriormente justificada pelo antropocentrismo, mas que vai se tornando um veneno com efeito de morte prolongada. Literalmente, descobrimos o mundo, desfrutamos dessa moradia, porém não conseguimos parar por aí. Essa mente puramente racional é a melhor opção para o desenvolvimento, contudo apenas o momentâneo.As emoções, a sensibilidade, o amor, o carinho, nada disso influencia mais, exceto na vida pessoal, aquela que vai diminuindo com a modernidade. Cadê a reflexão, a vida proveitosa, prazerosa? Não há mais tempo! A passagem superficial pelo social se tornou a única solução para a problemática da vida moderna. Deixamos de viver para degustar da ambição, para lutar pelo próprio desejo. Não interprete mal. Não há nada de errado em sair a procura de seu desejo, porém de uns tempos para cá ele nunca mais continuou o mesmo dos antepassados. Sou mais "antiga" ainda sonho naquele momento de reflaxão da intensidade da vida, da alegria segundos após a morte, para mim, o mais importante não é mais a praticidade, a racionalidade, mas o amor.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Metáfora

Um vagalume ,na tentativa de chamar a atenção, pisca, pisca pisca. Ele passa despercebido pelo outro. Ignorado, ele continua por piscar, sua luz é bastante fraca, porém, tem esperanças de que ela seja visível para o seu companheiro. A tentativa continua até que o outro vagalume percebe o pontinho de luz sendo emitido cada vez mais rápido. De repente não vê mais nada! Cadê?! Foi à procura daquilo que parecia ser um mistério. Encontrou. Se colidiram. Olharam um para o outro, apesar da luz de um deles ser muito fraca, ele continuava com a tentativa de torná-la mais forte, o que já era o suficiente. Minutos se passaram, os dois continuaram a voar em sentidos opostos, piscando cada vez menos.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O céu é infinito

Deitada de bruços sobre a cama, me deslumbro com o céu. Sou apaixonada pelas estrelas e toda a escuridão que sempre as persegue. O espaço é fascinante e gigante, na verdade, infinito. Encaro-o durante horas e imagino os imensos fatos que tal universo tenha testemunhado. Ainda acho difícil pensar que ele sempre existiu e não entendo sua ilimitação. Mas apesar do tal fenômeno incrível que são os astros, eles não me parecem tão brilhantes todos os dias e ,sinceramente, não desejo contempla-los sempre. Nada é impressionante quando se torna normal. Não escrevo de forma tradicional, a ponto de estancar um erro ao leitor, mostrando a importância de apreciar as coisas rotineiras. Digo, tais pertences diários devem ser deslumbrados, como o céu, mas o verdadeiro fetiche só é sentido quando parece ser algo novo.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Caminhada figurada


Ando por aí, em lugar qualquer. Cheio ou vazio, o importante é andar. Ouvir as batidas rápidas e seguidas de pés sincronizados, os suspiros levarem ao peito agitado, sentir as gotas ao caírem. Só a adrenalina é que delira. Continuar indo para o nada traz de súbito coisas imagináveis. Ruas decisórias em fins consideráveis, todas nomeadas em estilos teatrais; Comédia, Ficção, Romance, Suspense e finalmente Aventura. Optei pela última, pois acho que novidades são sempre bem vindas. Continuei, e desafios vieram. Multidões com falsas espadas de dois gomos, canhões, pedras e fogo. Tudo era perigoso, mas meu escudo era bem utilizado e nada que pudesse incumbir a minha morte me atingiu. Continuei sem rumo qualquer e a esquina surgiu. A Rua Ficção era logo ali. Fui definhando, pois esqueci de tudo ao meu redor. O prazer se tornou imenso e a alegria insuperável, mas ,na realidade, a caminhada continuava e havia outras esquinas pelo caminho. Cansei e parei entre duas ruas, mas ainda não consigo enxergar o nome de uma... Tudo está por vir.

domingo, 4 de julho de 2010

Começo sombrio das descrições


Janela aberta, frio decorrente, visão ofuscante, e solidão pensativa. As condições não me importavam, apenas o prazer de estar acordada, refletindo. Finalmente eu estava em sintonia com a escuridão novamente. O sombrio não é escuro, mas uma salvação, sendo assim, tal fato justifica a exposição de meus dons descritíveis apenas em tempos sombrios.
Em meio à noite, percebi o quão um olhar se atrai por uma estrela em meio a escuridão. Os pequenos pontos brancos e brilhantes são a salvação do preto. Mas,durante o dia, a única estrela é o sol, que nem sempre pode ser visto. Temos para onde olhar durante a noite, mas muitas vezes, não encontramos nosso ponto de refúgio durante o dia. Assim, comece a camuflar a ideia de que "o sombrio não é escuro, mas uma salvação."

sábado, 19 de junho de 2010

Sem grandes novidades

Olá! Sei que está morrendo de preguiça de ler o post por causa do título nem um pouco chamativo, mas continue até o fim da leitura, já que começou! = p Criamos título agradáveis quando queremos postar algo, e queremos postar algo quando temos alguma ideia, mas ambos não me percorrem. Aliás, já criei diversos novos post em minha mente, mas nada que eu me lembre, e que seja coerente com meus dias actualmente. Enfim, larguemos as lástimas que descrevo, pois entendo o não interesse de qualquer leitor com tal assunto.
Aqui vai um discurso de Nelson Mandela, (mesmo com a tristeza não esqueço a copa) o primeiro presidente negro da África do Sul.
"Nunca perdi a esperança de que essa grande transformação viria a ocorrer. Não apenas por causa dos grandes heróis que já mencionei, pela coragem dos homens e mulheres comuns de meu país.(...) Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta."

segunda-feira, 22 de março de 2010

Dia Internacional da água

Bem, primeiramente quero homenagear esse dia, pelo qual é muito importante, e pelo qual minha professora de Língua Portuguesa dedicou sua aula (a propósito, seu nome é Geraldina, a querida do IPE). Por fim, o trabalho foi: Atitude Ambiental, você tem ou não? E lá vai o que eu escrevi:

Existem respostas que devem ser breves e diretas, sem muita enrrolação, ou você tem, ou você não tem uma atitude ambiental. Ou você prefere não acreditar em fotos e fatos, ou você joga tudo no chão, e admite a estaca. Mas querendo ou não se libertar do mundo do não-existe, o fato é real, e fatos são acontecimentos presentes, e há alguns que envolvem o passado e o futuro.
Bem, o passado se fora, mas e quanto ao futuro? Quem não tem medo dele? Mas humanos, seres tão espertos, devem arrancar esse medo de si mesmos. Diferente do que muitos pensam, o futuro não é uma incógnita no meio de uma equação não dimensional. Ele é só o fruto do presente. E afinal, aonde quero chegar com isso!? Em um tempo não muito distante, o presente. O que vemos actualmente? Bom, a resposta para esse tipo de pergunta seria muito grande, mas a conclusão seria uma: Vemos de tudo, que não significa nada. Vemos a natureza, que significa apenas a nossa sociedade descartável. E aí está o meu ponto referente. Ecologicamente, agimos como nos ensinaram, mas estamos em 2010, e até quando poderíamos agir assim?
A natureza pede socorro a um bom tempo atrás, gritos ventosos, fortes e calorosos. Uma hora, ela fica nervosa, e literalmente explode. E adultos ainda não gostam quando testamos sua paciência. Se preocupam com o dinheiro, a economia, lucros e capitais, mas se esqueceram da humilde origem de tudo isso. Não tenho medo de admitir fatos: Sim, tenho atitude ambiental.
Literalmente, vocês nos deram mentes férteis, então nos ajude a fertilizá-las.


Bem, aqui vai o meu vídeo predileto sobre tudo isso,gravado aqui mesmo, no BRASIL: